Quando era criança eu tinha muitas dúvidas e sempre me sentia o "elemento perturbador" (termo que me foi apresentado por W. Dyer, em sua introdução ao livro "Não se deixe manipular pelos outros").
Essa "vida baseada em respostas" me tirava toda energia e, por óbvio, não funcionou para mim (só eu achava que sabia tudo, porque para os outros fica claro quando a gente não sabe), até que tive a oportunidade de conversar com um professor veterano, com o qual não tive nenhum problema em demostrar minha ignorância e aceitar suas aulas (cada frase, um "flash").
Ele me apresentou a Bioética e, com ela, resgatei a certeza de que a "vida baseada em perguntas" faz muito mais sentido para mim, e isso transformou minha forma de ver o mundo.
Hoje sei que minha habilidade em problematizar é positiva, e que nós, seres humanos, somos complexos, e não é uma boa solução simplificar tudo, ou estaremos fadados ao retrocesso de nossa condição. Ou seja, quanto mais formos capazes de conjecturar possibilidades e soluções, ampliando nossa visão e a inclusão dos diversos pontos de vista, mas crescemos como seres humanos. Ao menos, é como vejo.
Pensando sobre perguntas e respostas, lembrei do livro do Prof. Mario Sergio Cortella, que tenho em casa mas não havia lido. Recomendadíssimo. A associação entre as perguntas e o amor pelo conhecimento ficam claras.
Conta pra mim, e você? Embasa sua vida mais na busca de respostas ou na busca por formular suas próprias perguntas?
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