- à ideia de superabundância da natureza;
- à crença no caráter ilimitado dos recursos naturais;
- à confiança
- na produção intensiva,
- no incremento do consumo e
- no poder da técnica para resolver problemas ambientais.
- antropocentrismo mitigado,
- biocentrismo e
- outras teorias críticas.
A resposta verdadeira é ética e cultural. A crise pede ecologia crítica, solução global e ecossistêmica.
Adiante trata de temas tais como a biodiversidade, o desenvolvimento sustentável e consumo. Em seus capítulos finais, vai aprofundando suas análises.
Um livro de cabeceira para quem quer pensar em si mesmo como parte de algo maior.
É o que o estudo do meio ambiente faz comigo, esclarece o quanto a vida no planeta Terra é significativa, multifacetada, diversa. Sinto que esse estudo me coloca no meu devido lugar:
uma minipeça dentro de um maximecanismo.
O estudo do meio ambiente motiva, ainda, o estudo das relações internacionais, pois coloca em questão que de pouco adiantará arrumar nosso quintal se o vizinho não fizer sua parte. Somos sócios (na acepção de "sociedade) de uma "casa comum", como bem explicita a Encíclica Laudato Si.
A teoria antropocêntrica mitigada pode ser vista no artigo 225 da Constituição brasileira, sobretudo após a inclusão do §7º, que representa (na minha concepção) o retrocesso de um avanço, rumo ao biocentrismo, que não aconteceu. Já a teoria ecocêntrica pode ser vista no artigo 71 da Constituição equatoriana, que trata a natureza como Pacha Mama, reconhecendo sua dignidade em si mesma.
É claro que não podemos controlar o que está fora do nosso alcance, mas se houver qualquer dúvida de que nossa relação com o meio ambiente, com a saúde, com nossa alimentação é uma questão política, aqui você entende o quanto que isso define a política. Quem quiser fazer o teste, basta refletir:
- Eu me sinto bem consumindo produtos de origem animal?
- Se eu opto por ser carnívora, por que eu como alguns animais e outros não?
- Se uma formiga não quer esse doce (industrializado), por que eu deveria querer?
- Se um agrotóxico é suficiente para evitar o estrago de uma fruta, por que eu deveria ingeri-la?
- Se algo não estraga, como pode fazer bem para mim?
- Para onde vão as roupas quando ninguém as quer mais?
- Como se joga o lixo "fora", se não houver "fora"? E se houver, que "fora" seria esse?
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